sexta-feira, 10 de novembro de 2017

AMBIENTALISMO


O Ambientalismo, Movimento Ecológico ou Movimento Verde, ganhou notoriedade há bem pouco tempo... Com apenas meio século de reconhecimento, o Ambientalismo tornou-se um fenômeno global, porque luta pela preservação do Planeta.
Porém, estamos longe de sermos verdadeiros ambientalistas! Aqui refiro-me a Ambientalismo autêntico... Aquele que, sem fazer apologia, realmente trabalha pelo bem comum do Meio Ambiente.
Para agir em favor da Natureza precisamos nos mobilizar de diversas formas. Cuidar de tudo o que nos envolve é uma tarefa árdua, meticulosa e contínua. É uma higiene constante de nosso espaço e de nossa vida.
Além das sacolas plásticas, devemos lembrar de todos os produtos descartáveis, que poluem igualmente e que dificilmente são reciclados. Vou citar alguns:
- embalagens de laticínios;
- tubos de cremes em geral;
- pilhas, baterias e lâmpadas;
- garrafas de sucos e refrigerantes;
- embalagens de alimentos em geral;
- todos os tipos de brinquedos usados;
- canudos, copos e talheres descartáveis;
- embalagens de xampus e condicionadores;
- escovas de dente, pentes e escovas de cabelo;
- potes de cremes, tinturas e outros cosméticos;
- móveis quebrados e eletrodomésticos enguiçados;
- e tantos outros itens!
Existem pessoas trabalhando pelo bem comum e aplicando diversas ações para solucionar o problema do lixo, como: coletar, reciclar e reaproveitar. Mas, ainda é pouco perto do tamanho do problema!
Estamos colhendo os frutos de nosso despreparo em cuidar do Planeta. E a colheita está acelerada... Precisamos fazer a nossa parte! Desperte enquanto ainda há tempo...

sábado, 14 de outubro de 2017

Eu e a hidrocefalia.


Há exatamente sete anos eu passei pela cirurgia que mudaria minha vida pra sempre. Depois disso foi difícil explicar aos outros que eu era outra pessoa, porque sem querer eu mudei...
Mudei porque tive que me readaptar e reaprender a viver com algumas limitações e cuidados. Então, antes de mais nada, vou explicar o que muitos já devem saber...
Hidrocefalia é o acúmulo de água na cabeça. O prefixo hidro significa água e o sufixo cefalia (céfalo) significa cabeça. Portanto, "cabeça d'água" é o significado literal dessa palavra.
O engraçado é que quando eu era criança e fazia alguma malcriação, meu pai me chamava de "cabeça de porongo". Porongo é um fruto oco da Árvore da Cabaça - da mesma que se faz a cuia. A cabaça, tradicionalmente, sempre foi utilizada para carregar água.
A água que circula em nossa cabeça não é a mesma que bebemos. O líquido cefalorraquidiano (LCR) é incolor e salino, com algumas proteínas e células. Esse líquido possui a função de proteger, suprir e irrigar o tecido nervoso.
Em recém-nascidos, a hidrocefalia ocorre por muitos motivos genéticos (deficiência congênita). Em adultos, ocorre por alguma falha na distribuição do LCR (líquor) dentro da caixa craniana.
Como o bebê ainda não possui os ossos do crânio sedimentados, com o acúmulo do líquor eles sedem e a criança fica com a cabeça dilatada. No adulto surgem outros sinais, porque o líquido cefalorraquidiano não tem para onde escoar...
Em meados de 2010 eu comecei a apresentar inúmeros sintomas incoerentes, como: visão embaçada, fotofobia (sensibilidade à luz), tinnitus (sons no ouvido), dor nas costas, peso nas pernas, dores diversas na cabeça, etc.
Porém, me lembro de uma coisa que me incomodava mais que tudo: o cheiro forte das coisas, principalmente, se fosse desodorante ou transpiração. Foi quando minha visão começou a falhar e a primeira providência foi procurar um Oculista. Eu devo minha vida a esse profissional porque, após seu encaminhamento, eu descobri a hidrocefalia.
Consultei um Neurocirurgião e realizei um eletroencefalograma, que não apresentou nenhuma alteração. Eu continuava sentindo pressão na cabeça e dor nos olhos. Somente após uma TC (tomografia computadorizada) é que foi possível visualizar um coágulo no hemisfério esquerdo e o quadro de hidrocefalia avançado. A cirurgia deveria ser marcada o quanto antes, pois eu corria risco de  um AVC (acidente vascular cerebral), devido ao coágulo e à "pressão" cerebral.
Não foi fácil correr atrás de tudo: marcar hospital, escolher uma válvula e realizar todos os exames. O SUS não dispunha de salas de cirurgia, nem de material cirúrgico... Então, tivemos que realizar um almoço dançante para juntar dinheiro.
Eu consegui fazer a cirurgia graças a ajuda de muitas pessoas! Mas, imagino a dificuldade de quem depende do Sistema Único de Saúde.
Hoje eu convivo com uma válvula de derivação, que liga a minha caixa craniana ao meu abdômen, para eliminar o acúmulo de líquido encefálico. Tive algumas limitações após a cirurgia e aos poucos fui me readequando.
Aparentemente, sou uma pessoa normal, mas possuo diversas restrições. A válvula retira o excesso de "água" da minha cabeça, mas a escoa pro meu abdômen e isso gera outros problemas (edema e estrias, por exemplo). Eu também precisei retirar a vesícula porque "grudou" na válvula.
Antes da cirurgia, meu cabelo era bem comprido; agora, não posso mais usá-lo assim, pois sinto muitas dores de cabeça. Eu gostava de dormir do lado direito, bem onde está localizado o "shunt" (dispositivo da válvula). É complicado, porque eu fico me virando pra dormir...
No decorrer desses anos surgiram muitos efeitos colaterais em meu organismo e eu precisei modificar muitas coisas... Ainda estou analisando como meu corpo reage a essa doença.
Dizem que a gente esquece que tem válvula, mas eu lembro dela todos os dias.


Alguns sites sobre esse assunto:
-> Hidrocefalia
-> Hidrocefalia infantil

EVOLUÇÃO DO QUADRO:
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HIDROCEFALIA EM CRIANÇAS:

HIDROCEFALIA EM ADULTOS:

AÇÃO DO LIQUOR:

SEM VÁLVULA:
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COM VÁLVULA:
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POSICIONAMENTO DA VÁLVULA:

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A importância do "smile".


Na primeira sexta feira do mês de outubro comemora-se o "Dia do Sorriso"! Essa data foi escolhida por Harvei Ball Frend (em 1973), para ilustrar uma Campanha Publicitária.
O intuito era estimular, através de caricaturas diversas, o humor de seus funcionários. A Propaganda fez tanto sucesso que ultrapassou os limites da Empresa!
Um smiley é um ideograma básico que representa, normalmente, um rosto sorridente... Desde a década de 1950, tornou-se parte da Cultura Popular em todo o mundo.
A primeira vez que um design amarelo e preto foi usado, aconteceu na Estação de Rádio WMCA, para a Campanha "Good Guys", no início dos anos 1960.
O primeiro smiley começou com dois pontos e uma simples linha, para representar os olhos e a boca. Depois surgiram desenhos mais elaborados, com: nariz, sobrancelhas e até contornos.
O nome "smiley" não foi usado até os anos 1970, quando Franklin Loufrani registrou o nome e seu design na França, enquanto trabalhava como jornalista para o France Soir.
Outros termos concorrentes foram usados, como rosto sorridente e rosto feliz, antes que se chegasse a um consenso sobre o termo smiley, soletrado como "smilie".
Desde então, o smiley vem sendo usado como um ideograma autônomo, na forma de comunicação, como emoticons ou emojis... A maioria deles ainda utiliza os ideogramas projetados nas décadas de 1960 e 1970, continuando com o design amarelo e preto.
Com o tempo, o rosto sorridente evoluiu de um simples ideograma para um modelo de comunicação mais elaborado, com a utilização de linguagem escrita.
Isso começou com Scott Fahlman na década de 1980, quando ele mencionou que os caracteres ASCII (American Standard Code for Information Interchange - Código Padrão Americano para o Intercâmbio de Informação) poderiam ser usados ​​para criar rostos e demonstrar emoção em um texto. Foi assim que os designs de Fahlman se tornaram pictogramas digitais, conhecidos como "emoticons".
Atualmente, a The Smiley Company detém a maioria dos direitos sobre os ideogramas do smiley. A Empresa também se tornou uma das maiores companhias de licenciamento do mundo.
Hoje em dia, o "Smiley" é a representação de diversas carinhas sorridentes ou emoticons que fazem muito sucesso em todos os sites da Internet...

*Texto escrito com o auxílio do Wikipedia...

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Nunca diga nunca...

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Nunca quer dizer: em nenhum tempo, em nenhuma circunstância, em nenhum momento, em hipótese alguma, de nenhuma forma ou jamais. Portanto, dizer "nunca mais" é como dizer: Para todo sempre isso jamais tornará a ocorrer...
Nunca mais é muito tempo... É mais tempo que todo o Universo! Então, quando você pronuncia "nunca mais", você está dando uma ordem ao Universo, dizendo que nunca mais quer aquilo e pronto.
Mas, você tem certeza de que nunca mais quer "aquele algo" em sua vida? Porque "nunca mais" é nunca mais mesmo! Pense bem... De repente, pode acontecer alguma coisa que afaste você instantaneamente de quem você acha que não ama mais e isso afetará sua vida pra sempre.
Muitas vezes, em nossa vida diária, queremos que algumas situações "jamais" se repitam e o "nunca mais" assume um papel importante. Por exemplo: "Eu me curei e nunca mais terei que passar por isso novamente."
Nessas ocasiões, devemos preservar nossa consciência ao utilizarmos a palavra nunca. Devemos direcionar o pensamento refletindo no poder de cada palavra.
Se o "nunca" existe deve haver sua utilidade no âmbito Universal e na vida de cada um... Por isso, nunca faça alguma coisa que te impeça de seguir em frente!

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Será que a sua depressão é causada por vermes?

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Muitas pessoas pensam que parasitas são vermes. Ou seja, falou em parasitoses, a maioria já visualiza "lombrigas".
Entretanto, existem diversos tipos de parasitas desconhecidos da população em geral, como: vírus, bactérias, protozoários, fungos, nematelmintos, helmintos, etc.
O excesso de contaminação por parasitas afeta nosso sistema imunológico e causa alterações em nosso Sistema Nervoso Central. Isso ocorre por vários motivos:
- Primeiro, porque nosso intestino possui muitas terminações nervosas;
- Segundo, porque a infestação pode atingir outros órgãos e alterar todo o funcionamento orgânico;
- Terceiro, cada tipo de parasita causa um tipo de reação diferente em nosso organismo;
- Por fim, todo parasita consome nutrientes, sais minerais e vitaminas, que geram perdas orgânicas.
Segundo Michael Gershon, em seu livro "O Segundo Cérebro", nosso intestino reflete nossas emoções. Agora, imagine ele infestado de parasitas indesejados?
O "segundo cérebro" avisará o primeiro cérebro de que algo não está bem... E assim, até que se tome providências para eliminar o problema, qualquer incômodo intestinal, causará inúmeros incômodos no restante do corpo.
Vou compartilhar uma pequena anedota que ouvi há muito tempo: "Um médico  do interior foi dar uma palestra a um grupo do AA (Alcoólicos Anônimos). Em cima da mesa, ele colocou dois copos, um com água e outro com pinga. Em cada um deles depositou uma lombriga. Ao final de alguns minutos, a lombriga na água se mexia, enquanto a lombriga da pinga parou de se mexer. Então, ele perguntou aos participantes: - O que isso significa? E um deles respondeu: - Que eu não tenho vermes!"
Em nosso intestino habitam trilhões de bactérias e micro-organismos importantes, que atuam na absorção dos nutrientes, na síntese do colesterol e no equilíbrio da flora intestinal.
Nosso intestino também possui uma vasta rede de terminações nervosas e vasos linfáticos. Ou seja, se o seu intestino não vai bem, o resto também não vai bem!
Você lembra da história do Jeca Tatu, de Monteiro Lobato? Ela retrata muito bem essa realidade, que não pertence ao passado, nem ao interior... Ela pertence ao agora! Contaminar-se e desequilibrar o organismo é muito mais fácil do que pensamos!
Uma contaminação pode ocorrer  de várias maneiras:
- através de um aperto de mão;
- pela troca de dinheiro;
- entrando em contato com produtos infectados;
- aspirando ar poluído;
- frequentando locais contaminados;
- entre tantas possibilidades...
Por isso, o Pai da Medicina já dizia: "Todas as doenças começam no intestino." (Hipócrates, 370 a.C.) 
Qualquer um de nós, em qualquer situação, classe social, idade ou escolaridade, pode apresentar inúmeros sintomas de contaminação por parasitas em algum momento da vida.
Dessa forma, devemos ter cuidado com nossa alimentação pois, obrigatoriamente, tudo o que ingerimos chega ao intestino.
Se nosso intestino possui hospedeiros que podem perfurar suas paredes e viajar até outros órgãos, imagine o caos que isso ocasiona em todo nosso sistema? Por isso, doenças simples estão evoluindo e tornando-se fatais.
A Ciência Moderna percebeu que as doenças consideradas "comuns" estão danificando o sistema imunológico das pessoas, porque tornaram-se mais resistentes...
Mas, não precisamos ser Cientistas para verificar isso! Um órgão danificado, mal cuidado ou com hóspedes indesejados, compromete nossa imunidade e altera nossas funções orgânicas.
Independente de dados científicos, devemos cuidar de nós mesmos, com boas práticas alimentares, exercícios saudáveis e higiene (muita higiene)! Afinal, somos aquilo que comemos!

Se quiser, pesquise melhor o assunto:
-> Desverminar é preciso.
-> Sintomas psíquicos: Pensou em vermes?
-> Cansado e sem ânimo? Pode ser verminose e não depressão.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O auto boicote e a autossabotagem como recurso de sobrevivência pessoal...

Surrealismo

Ouvimos falar muito em auto boicote e autossabotagem. Mas, na maioria das vezes, nem sabemos o que isso significa realmente...
Primeiramente, o que é "auto boicote"?
Boicote é o veto de qualquer relação individual ou em grupo. Portanto, "auto" boicote é vetar a si mesmo o relacionamento com outros.
A palavra surgiu em meados do século XIX, quando Charles Boycott, um negociante irlandês resolveu exigir demasiadamente das pessoas da região em que administrava terras. Essas pessoas uniram-se e resolveram afastar-se dele. Esse ato tornou-se conhecido como a represália a Boycott. Mais tarde, a palavra passou a ser utilizada para identificar boicotagem.
E o que vem a ser autossabotagem?
Sabotagem é o ato de danificar propositadamente qualquer objeto, para impedir, retardar ou interromper seu funcionamento. Assim, a autossabotagem é o ato de impedir a si mesmo de realizar alguma tarefa.
A palavra sabotagem deriva do francês sabot, que significa "tamanco" ou sapato de madeira. No final do século XIX, início do século XX, os operários das Fábricas de Calçados da Europa Central, colocavam seus tamancos entre as engrenagens das máquinas, para impedir seu funcionamento... Dessa forma, procuravam danificar as máquinas, a fim de exigir melhorias dos patrões.
Então, diante desses significados, podemos questionar: Quer dizer que eu deixo de conquistar as coisas boas da vida por que eu mesmo evito?
Puxa, difícil hein!? Segundo Psicanalistas e Psicólogos, isso é um mecanismo de defesa do nosso Self (eu interior), quando procuramos evitar uma situação constrangedora ou complicada... Agora, a pergunta é: "Como saber quando eu me saboto? Ou, quando eu me boicoto?"
Existem vários fatores externos e internos que causam bloqueios e dificuldades na vida de uma pessoa. Um deles, muito conhecido de todos, é o medo... E após o medo, vem a desistência. Porém, desistir nem sempre é sinal de boicote (ou covardia). Desistir pode ser entendido como um recurso de sobrevivência.
Quando pensamos: "Tudo isso deve estar acontecendo por minha culpa..." Estamos, na verdade, nos punindo e iniciando nossa sabotagem interior. Devemos reconhecer nossos erros, mas sem nos punir! Isso representa evitar o auto boicote e a autossabotagem.
Evitar o perigo é um recurso de sobrevivência. Pense em um soldado na Guerra, quando evita a trincheira... Ele está se preservando, pois conhece a zona inimiga. Preservação da vida é nossa primeira regra de sobrevivência, muito diferente de autossabotagem ou auto boicote. E, na maioria das vezes, precisamos nos preservar...
Para saber se vale a pena seguir adiante na tarefa assumida, avalie sempre os prós e os contras de qualquer situação. Se você decidir que é melhor desistir porque não está lhe fazendo bem, então, seja honesto consigo mesmo e assuma o risco de desistir... Nem sempre, desistir é o pior caminho. Algumas vezes, é apenas o recomeço para outro caminho melhor.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Esperança

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Uma vez ouvi uma história, que retrata perfeitamente o significado da palavra "esperança". A história chama-se "PÁSSAROS PROIBIDOS" e foi escrita por Eduardo Galeano.
"Nos tempos da ditadura militar, os presos políticos uruguaios não podiam falar sem licença, assobiar, sorrir, cantar, caminhar rápido nem cumprimentar outro preso. Tampouco, podiam desenhar... nem receber desenhos de mulheres grávidas, casais, borboletas, estrelas ou pássaros.
Didaskó Pérez, professor, torturado e preso por ter ideias ideológicas, recebeu num domingo a visita de sua filha Milay, de cinco anos. A filha trouxe para ele um desenho de pássaros. Os censores o rasgaram na entrada da cadeia.
No domingo seguinte, Milay trouxe para o pai um desenho de árvores. As árvores não estão proibidas e o desenho passou. Didaskó, então, elogia a obra e pergunta à filha:
— O que são os pequenos círculos coloridos que aparecem nas copas das árvores? São muitos pequenos círculos entre as ramagens... São laranjas? Que frutas são?
A menina o faz calar:
— Shhhh.
E em tom de segredo explica:
— Bobo. Não está vendo que são olhos? Os olhos dos pássaros que eu trouxe escondidos para você."
Muitas vezes, em nossa vida, só teremos os olhos dos pássaros para observar... Ainda assim, teremos esperança, se soubermos que nossos pássaros nos aguardam.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A dor como parte da vida.

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Muitas vezes, nos deparamos com situações que parecem encruzilhadas em nossa estrada e se tornam o "ponto cego" de nossas vidas. Não sabemos por onde seguir, nem como agir. Então, esquecemos quem nós somos ou de onde viemos e nossos sonhos se tornam inatingíveis.
Isso pode ocorrer após uma doença, uma cirurgia, um acidente, uma catástrofe, uma guerra ou tantos outros eventos humanos ou sobre-humanos. E podem afetar, drasticamente, nossas vidas!
Apesar de sermos diferentes, com DNAs únicos, etnias próprias e vivendo em sociedades distintas, todos nós, em algum momento ou outro, enfrentamos situações semelhantes e agimos da mesma forma. É o instintivo natural do ser humano.
Por conta disso, um estudo da psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross enumerou "As Cinco Fases do Luto" (On Death and Dying, 1969). Elas não ocorrem, necessariamente, na mesma ordem para cada pessoa, nem com a mesma cronologia...
Apesar de cada indivíduo ser único em sua maneira de agir, todos enfrentam os mesmos sentimentos com relação a uma perda ou uma doença: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.
Sentir dor é difícil, principalmente, quando nos sentimos sós. Porém, a dor é um fator necessário porque nos humaniza e nos sensibiliza. Somente quando vivenciamos a dor, superamos o momento e seguimos em frente.
Aqui finalizo, com a sugestão de um filme emocionante, que nos faz refletir sobre as decisões inversas de nossas vidas: "As Cinco Pessoas Que Você Encontra No Céu". Assista, vale a pena!

The Lovely Bones. Yes, I am now afraid of my neighbors. | The lovely bones,  Life after death, Death

domingo, 5 de junho de 2016

A Natureza nos ensina...

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Na Antiguidade, a convivência com a Natureza ocorria de forma pacífica e entrosada. As Comunidades Primitivas retiravam da terra apenas o necessário e devolviam à ela o que não lhes pertencia...
Eles sabiam agradecer as dádivas recebidas e apreciar cada ensinamento que o Espírito da Grande Floresta lhes dava. Nessas culturas, o amor à natureza era passado de geração em geração.
Aos seus descendentes, eles ensinavam que existe uma Ordem Universal em tudo e que jamais deveriam quebrar essa ordem, pois isso gerava caos e desarmonia.
Por isso, o Criador de Tudo o Que É permitiu nossa convivência com seres minerais, vegetais e animais, para que pudéssemos aprender com eles uma lição de vida única.
Assim, cada ser existente possui uma lição para nos ensinar...
A grama ensina que, mesmo sendo pisoteada a todo momento, resiste bravamente.
A samambaia ensina a enfeitar com simplicidade.
A violeta nos ensina a exuberância dos detalhes.
A alfazema nos mostra que, mesmo em sua pequenez, é capaz de compor inúmeros perfumes.
A margarida ensina o colorido de todos os dias.
A açucena nos ensina a florescer em meio às pedras do caminho.
A dama-da-noite demonstra que é possível enfeitar, mesmo, na escuridão.
A papoula nos mostra que o veneno, também, se oculta na beleza.
A roseira mantém sua exuberância, apesar, dos espinhos.
A hortênsia oferece um buquê de tonalidades a todos que passam pelo caminho.
O jasmim perfuma, mesmo à longas distâncias.
O hibiscus ensina a manter o silêncio e o tom de observação, sem perder o colorido e a elegância.
O bambu nos ensina que, até a maior das criaturas, se enverga nos temporais.
Uma planta carnívora ensina que as aparências enganam...
Enfim, as flores nos dão uma lição de vida, constância e beleza - impossível ilustrar todas elas... E, ainda, temos as plantas medicinais, que realizam tantas curas!
A natureza também produz árvores grandiosas com raízes pequenas, sem muita força de sustentação, que caem ao menor vendaval. Enquanto, outras, possuem raízes tão extensas, que nem o fogo consegue exterminar... O que elas nos ensinam? Que a experiência de vida nos torna mais seguros.
Também temos as árvores frutíferas que, além de embelezar, também alimentam. Muitas dessas árvores são esteio, porque fornecem madeira e proteção.
Assim como o Reino Vegetal, o Reino Animal também é vasto e cheio de ensinamentos. Existem animais de todos os tamanhos e espécies. Vivendo em sociedades diferentes, assim como nós. São tantas lições, que podemos aprender com eles...
A pulga, por exemplo, ensina o quanto sabe incomodar, apesar do seu minúsculo tamanho.
Um carrapato quando gruda, é difícil largar...
O pernilongo demonstra que sabe perturbar muito, quando quer...
Toda aranha ensina a ter paciência e persistência.
As abelhas ensinam a "absorver a doçura" de qualquer situação.
As formigas demonstram como o trabalho é enobrecedor e construtivo, não importa o tamanho da tarefa...
Um morcego nos ensina a ter instinto de sobrevivência.
Toda pomba nos ensina a viver em comunidade.
A coruja ensina a estar atento a qualquer situação.
O papagaio nos ensina a ter bom humor, apesar da situação.
A águia nos ensina a observar de longe, para enxergar melhor nossos objetivos e atingir nossa meta.
A arara ensina a fidelidade e o companheirismo.
Um esquilo ensina a ser previdente: guardar para os tempos difíceis.
Um gato nos ensina a seduzir e conquistar.
O cachorro ensina o que é a lealdade.
O carneiro nos ensina a humildade. E a galinha nos ensina a doação.
Todo asno ensina a teimosia. Mas, a vaca ensina a gentileza.
O cavalo ensina a altivez e a compenetração na tarefa.
O camelo ensina a sobrevivência em longas jornadas.
Todos os peixes nos ensinam a deslizar pelas correntezas da vida, sem resistência...
Um golfinho nos ensina a arte da comunicação.
O pinguim ensina que é possível sobreviver em baixas temperaturas.
A tartaruga nos ensina que, para obter longevidade, é preciso manter-se calmo e serena.
O jacaré ensina a arte de espreitar...
A cobra nos ensina que, mesmo rastejando, não precisamos nos humilhar, pois temos nossa força.
O leão ensina a proteger a espécie, com altivez e nobreza.
A girafa nos ensina que, por maiores que sejamos, podemos ser dóceis e gentis.
O elefante ensina  a transformar a robustez em fortalecimento de atitudes.
O urso nos ensina que é preciso buscar o alimento mas, também, é preciso descansar...
Seria impossível enumerar todas as plantas, animais e seres vivos em geral!
A Natureza é infinitamente sábia e jamais poderemos nos impor à ela. Nós, simplesmente, devemos aprender como preservar, para convivermos em constante harmonia.

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sábado, 7 de maio de 2016

Aprendendo a conviver e a entender o linfedema.

O linfedema entrou em minha vida, como consequência, da hidrocefalia e de outras cirurgias que realizei. Os sintomas são sempre os mesmos: inchaço, vermelhidão, febre, calafrios, formigamento, quentura no local, pele sensível a ferimentos ou machucados, sensação de peso ou amortecimento do membro afetado e alguns nódulos inchados.
Nem todos os sinais estão presentes quando um edema local se instala; porém, é possível observar alguns deles. Um edema produz o acúmulo de líquido intersticial nos tecidos do organismo. Já o linfedema, provoca a obstrução ou a destruição dos vasos linfáticos; ocasionando o depósito de linfa, proteínas, gorduras, entre outras substâncias.
Algumas cirurgias podem ocasionar edemas temporários; porém, nas situações mais complexas, podem ocasionar um linfedema. Aqui podemos citar: câncer, queimaduras, instalação de drenos ou válvulas, etc.
Se a doença comprometer os vasos linfáticos e obstruir a circulação local, será necessário aprofundar o tratamento e submeter-se a uma cirurgia (para retirada do gânglio afetado). Também é importante saber que o linfedema provoca uma queda na imunidade, pois a linfa fica concentrada em um só lugar, evitando uma plena atuação do Sistema Linfático na defesa do organismo.
O médico responsável por tratar o linfedema é o Angiologista ou o Cirurgião Cardiovascular. Ele fará o diagnóstico e realizará os exames necessários para verificar o grau e o tratamento da doença. Os medicamentos utilizados no controle da doença são os diuréticos. Mas, não dá pra sair comprando e tomando, pois eles possuem diferenças na estruturação química e na atuação dentro do organismo.
Cada paciente necessita de um medicamento diferente para o controle de sua doença. O linfedema em estágios mais avançados exige uma medicação mais potente para suportar a dor e controlar uma inflamação ou uma infecção.
Existem dois tipos de linfedema: o primário (hereditário ou congênito) e o secundário (aquele que surge como consequência de algumas doenças). Infelizmente, o linfedema não tem cura... Somente controle e tratamento. Ele dura a vida toda e precisa ser bem controlado, para evitar danos maiores.
Antigamente, confundiam elefantíase e linfedema. A elefantíase ou filariose é transmitida pela picada de insetos e causada por um verme helminto alongado. A elefantíase também causa edema após adquirida mas, é diferente do linfedema. Os edemas podem se instalar em pernas, braços, antebraços, abdômen (barriga d'água), na face e até nos pulmões. No caso da elefantíase, existem casos de edema escrotal e anal.
No caso do linfedema o que pouco se fala é que, quem tem a doença, possui uma quantidade menor de líquido corporal. Ou seja, não tem os 70% de água no corpo, como a maioria das pessoas...Às vezes tem 50% ou 60%. O que isso ocasiona? Impede uma perfeita troca nos meios osmóticos e intracelulares, gerando uma série de problemas no organismo.
Então, é fundamental beber muita água e modificar drasticamente a alimentação. É preciso evitar sal e sódio, bem como, refrigerantes, doces, enlatados e conservas em geral. É necessário ingerir muitas frutas, verduras e alimentos nutritivos. Também é bom evitar alimentos gordurosos, aqueles com muita gordura "trans" ou poliinsaturada. E, nem preciso dizer, que higiene pessoal é fundamental!
A pessoa tem que se cuidar: praticar exercícios, manter-se saudável, alimentar-se adequadamente, beber muito líquido, entre outros cuidados. E, provavelmente, terá que usar medicamentos e outros recursos, como: material ortopédico, drenagem linfática, massagem, etc.
Eu faço uso de remédios diariamente. A massagem local e o uso de "escalda pés" aplico quando necessário. Mudei drasticamente minha alimentação. Só uso calçado ortopédico e evito jóias, bijuterias, acessórios, maquiagem, etc. Pois, o linfedema gera linfonodos locais que deixam a área inflamada, muito sensível ao toque. A pele fica, na maioria das vezes, ressecada e enrugada (chama-se hiperqueratose). Eu também bebo muita, muita água mesmo. E na higiene, acho até, que sou meio exagerada...
Enfim, se você possui qualquer sintoma que demonstre o início de um linfedema, procure auxílio médico imediato! E se cuide... ;)


Descrevo a seguir uma receita simples de escalda pés que me foi ensinada pelo médico:
1 copo de álcool acima de 70%
1 copo de vinagre de cereais
1/2 copo de sal
1/2 bacia ou balde de água morna
1 toalha
1 saco plástico
Umedecer a toalha na mistura.
Envolver o membro afetado.
Enrolar o plástico ou vestir.
Elevar o membro afetado ou deitar.
Deixar agir por 10 minutos.
* Eu fiz, deu certo e me ajudou...

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Relacionei abaixo alguns documentos sobre o assunto:
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